Corantes naturais líquidos para bases de sabonete

Os corantes naturais líquidos para sabonete obtêm-se a partir de plantas e matérias-primas naturais (hibisco, curcuma, beterraba, espirulina, urucum, cochonilha, antocianinas…) e dão cor ao teu sabonete com uma paleta de tons suaves, terrosos e vegetais que respiram o natural. Incorporam-se diretamente na base do sabonete antes de moldar e são adequados para sabonete de glicerina e para sabão à base de óleo feito por processo a frio ou a quente.

Corantes naturais líquidos para bases de sabonete

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Os corantes naturais líquidos são a opção que te recomendamos quando queres dar cor ao teu sabonete a partir de fontes vegetais ou minerais naturais, sem recorrer a corantes sintéticos. A gama cobre os grandes clássicos da cor natural: hibisco para malvas e rosas, curcuma para amarelos quentes, espirulina para verdes, beterraba e cochonilha para vermelhos, urucum para laranjas, carvão vegetal para pretos, antocianinas e enocianina para vinosos e roxos, betacaroteno para laranjas suaves, caramelo para castanhos. Apresentam-se em formato líquido para incorporar facilmente na base do sabonete e são válidos tanto para sabonete de glicerina como para sabão à base de óleo feito por processo a frio ou a quente.

O que define um corante natural e o que esperar do resultado

Um corante natural obtém-se a partir de uma fonte vegetal, mineral ou animal sem síntese química. Essa diferença de origem tem várias consequências práticas que convém ter em mente quando trabalhas com esta gama:

Como usar os corantes naturais líquidos passo a passo

Para sabonete de glicerina:

  1. Funde a tua base de sabonete de glicerina no micro-ondas, em intervalos curtos. Retira para um recipiente a parte que se for derretendo e volta a colocar no micro-ondas apenas o que ainda estiver sólido. Nunca voltes a colocar o sabonete já líquido no micro-ondas: se o fizeres, ferve, perde água e depois o sabonete pode suar ao arrefecer.
  2. Adiciona o corante natural líquido diretamente à base fundida. Começa por umas gotas e mexe com calma para distribuir a cor.
  3. Verifica o tom. Se quiseres mais intensidade, adiciona mais corante pouco a pouco. Lembra-te de que os corantes naturais são mais suaves do que os sintéticos, portanto muitas vezes é necessária mais quantidade para chegar ao tom pretendido.
  4. Verte a base colorida no molde e deixa arrefecer até solidificar. Desmolda quando estiver completamente frio.

Para sabão à base de óleo feito por processo a frio ou a quente:

  1. Prepara a massa de sabão como habitualmente até chegar ao traço.
  2. Sem parar de bater, adiciona o corante natural líquido diretamente sobre a massa no traço, em pequena quantidade.
  3. Continua a bater com a varinha mais uns segundos depois de adicionar a cor: a batedura distribui o pigmento melhor do que mexer à mão e faz com que renda mais.
  4. Se a cor ficar curta, adiciona um pouco mais e volta a bater. Alguns corantes naturais viram ligeiramente em contacto com a soda cáustica (especialmente os obtidos de antocianinas), portanto o tom final pode não ser exatamente o do líquido no frasco.
  5. Verte no molde e deixa curar o tempo que indicar a tua receita habitual.

Doses: quanto corante natural precisas

A dose depende do corante e do tom que procuras, mas como referência:

Começa sempre pela dose baixa e sobe progressivamente. Com corantes naturais, exceder-te um pouco não é tão dramático como com sintéticos: o excesso costuma dar um tom mais escuro ou terroso, não uma cor berrante.

A paleta: que tom dá cada origem natural

Como se diferenciam dos corantes sintéticos

Quando comparas um corante natural com um sintético notas duas coisas: a cor do natural é mais matizada e viva em sentido orgânico (parece ter «alma») e, em troca, costuma ser menos saturada e intensa do que a sintética. A escolha entre os dois depende do teu projeto:

Conservação e cuidados

Perguntas frequentes sobre corantes naturais líquidos

Servem para sabonete de glicerina e para sabão à base de óleo?

Sim. Funcionam nas duas bases. Muda o momento da incorporação: no sabonete de glicerina adicionam-se à base já fundida; no sabão à base de óleo adicionam-se no traço enquanto se continua a bater com a varinha.

Porque é que a cor final não é exatamente a que vejo no frasco?

Por dois motivos. Primeiro, o contraste de um líquido concentrado não é o mesmo que o do sabonete acabado, onde o corante está diluído numa base muito maior. Segundo, alguns corantes naturais (especialmente antocianinas e derivados de beterraba) viram de tom ao entrar em contacto com a soda cáustica do sabão à base de óleo, portanto o resultado final pode ser diferente do líquido inicial.

Quanta cor perdem com o tempo?

Mais do que os sintéticos, isso é assim. A velocidade de perda depende do corante e da luz que o sabonete receba. Guardando as barras resguardadas da luz direta, a cor mantém-se viva durante muitos meses.

Mancham a pele ao usar o sabonete?

Não. Os corantes naturais incorporam-se na base do sabonete e não se transferem para a pele durante a utilização. A água do enxaguamento retira-os.

Posso combiná-los entre si?

Sim, e é habitual. Misturar curcuma com espirulina para verdes profundos, hibisco com beterraba para tons rosa intensos, antocianinas com um pouco de carvão para roxos escuros são combinações que dão bom resultado. Faz um teste numa pequena quantidade antes de aplicar ao lote.

Posso misturar corantes naturais com corantes sintéticos?

Sim. Não há incompatibilidade técnica entre ambos. Agora, se estás a formular um produto que vais posicionar como natural ou ecológico, o coerente é trabalhar apenas com a gama natural.

Que diferença há entre estes líquidos e os corantes naturais em pó?

O formato. Os líquidos estão prontos para adicionar à base; os pós têm de ser dissolvidos primeiro num pouco de água morna ou na própria base fundida antes de os incorporar. A paleta e a origem são basicamente as mesmas: o que muda é a praticidade de uso. Se manejas o formato líquido habitualmente, vai resultar-te mais cómodo.

As plantas tintureiras também são corantes líquidos?

Não. As plantas tintureiras (hibisco, urucum, pau-campeche, índigo, alcana e similares) apresentam-se em formato planta seca ou triturada, e utilizam-se fazendo uma infusão, decocção ou maceração prévia para extrair a cor. São uma via complementar aos corantes líquidos já extraídos e muito apreciadas por quem quer trabalhar a partir do ingrediente puro.